Material exclusivo · Alunos Iuvenis

Summer program
com bolsa integral

Os programas de verão que selecionam e pagam o estudante, e não o contrário. Com a lista dos que aceitam brasileiro que mora no Brasil, dos que excluem sem avisar, e do que dá para fazer sem sair do país.

US$ 0
o que a família paga nos melhores
100%
da necessidade coberta no Mathcamp
3
degraus entre aceitar e financiar
Dez a mar
quando os prazos fecham
Comece agora
Navegação

O que você vai aprender

10 seções de conteúdo prático e verificado para a sua candidatura internacional.

Seção 01

Existe, sim, quem pague o seu verão

E a maior parte da energia deste guia está em separar esses programas dos que apenas parecem ser.

Um summer program com bolsa é um programa temático de verão, quase sempre de ciência, matemática, tecnologia, humanidades ou liderança, que seleciona os participantes por mérito e cobre os custos de quem entra. Alguns cobrem a taxa. Outros cobrem taxa, moradia e alimentação. Os melhores cobrem tudo isso e ainda a passagem.

Eles existem, são reais e todo ano recebem estudantes brasileiros. Mas a lista que circula em português está cheia de programas que excluem o brasileiro por uma linha de elegibilidade que ninguém lê, e de programas que aceitam o brasileiro mas não financiam o brasileiro. Este guia separa as três coisas antes de você gastar meses numa candidatura impossível.

A RÉGUA DE TRÊS DEGRAUS QUE ORGANIZA TUDO

Degrau 1, aceita internacional: você pode se candidatar. Só isso. Pode ser que pague tudo do próprio bolso. Degrau 2, financia internacional: existe auxílio e ele alcança quem mora fora. Muda a conta, mas o pedido de bolsa às vezes pesa na decisão. Degrau 3, é need-blind para internacional: a candidatura é lida sem que ninguém saiba se você pediu dinheiro, e a bolsa é decidida depois. Este é o degrau que iguala o jogo, e é raro. Quando um programa não diz em qual degrau está, assuma o primeiro.

Por que isso importa mais para você do que para um americano

O estudante americano de baixa renda tem uma constelação de programas gratuitos desenhados para ele. O brasileiro compete pelo grupo bem menor dos que abriram a porta para fora. A boa notícia é que esse grupo menor costuma ser menos disputado por brasileiros, justamente porque quase ninguém aqui sabe que ele existe.

Seção 02

Os que aceitam brasileiro

Cada um verificado na página oficial em agosto de 2026, com a frase que sustenta a classificação.

Esta é a lista curta e honesta. Não é uma lista de tudo que existe, é a lista do que nós lemos na fonte e conseguimos confirmar. Confira sempre o ciclo vigente, porque prazo de programa muda e página oficial demora a atualizar.

Matemática · 5 semanas

Canada/USA Mathcamp

O mais aberto ao brasileiro que encontramos. A admissão é lida sem olhar dinheiro para absolutamente todo mundo, internacional incluído, e depois de admitido o programa se compromete a cobrir 100% da necessidade demonstrada, com bolsa integral e ajuda de passagem para quem não pode pagar o transporte.

  • Taxa de US$ 0 a US$ 7.500, conforme o auxílio
  • Não exige TOEFL, só conforto com inglês
  • O programa ajuda no processo de visto
  • 13 a 18 anos
Calendário

Prazo em 23 de fevereiro, resultado em 17 de abril.

Humanidades · 5 semanas

TASS, do Telluride Association

Em Cornell e na Universidade de Maryland. Cobre todos os custos do programa para todo estudante: taxa, livros, moradia, alimentação, excursões. Ajuda com viagem para quem precisa, e faz algo que não vimos em nenhum outro lugar: repõe financeiramente o ganho de quem precisaria trabalhar no verão.

  • Pedir auxílio não afeta a decisão de admissão
  • Internacional que estuda fora dos EUA precisa estar no 1º ano do ensino médio na candidatura
  • Quem estuda nos EUA ou tem passaporte americano pode estar no 1º ou no 2º
Calendário

Prazo em 3 de dezembro, para o verão seguinte. Repare na regra de série: ela é mais apertada para você do que para o americano.

Liderança · 10 dias

Notre Dame Leadership Seminars

Residencial e totalmente financiado pela universidade, com aceitação de estudante internacional. Cobre ensino, moradia e alimentação de todos os admitidos.

  • Penúltimo ano do ensino médio
  • Pelo menos 16 anos na data de corte, sem exceção
Calendário

Inscrições abrem em outubro e fecham em 21 de janeiro.

Ciência · 6 semanas

Summer Science Program

Astronomia, bioquímica ou genômica, com pesquisa real e produto no fim. A taxa cheia é US$ 11.800, mas o programa se compromete a cobrir 100% da necessidade demonstrada de todo admitido, e isso pode incluir passagem de ida e volta. Renda familiar abaixo de cerca de US$ 100 mil costuma resultar em gratuidade mais despesas de viagem.

  • A necessidade financeira não entra na decisão de admissão
  • Internacional pede o auxílio no momento da admissão, com documentos traduzidos
  • Abaixo de ~US$ 140 mil, desconto parcial
Escala

Só em 2025 foram mais de US$ 3 milhões em descontos, US$ 208 mil em auxílio de viagem e US$ 102 mil em estipêndios.

Ciência · 3 semanas

National Youth Science Camp

Acampamento científico na Virgínia Ocidental que recebe dois delegados por estado americano e também delegações internacionais, em parceria com o Departamento de Estado dos Estados Unidos. Moradia, alimentação, transporte e materiais são fornecidos sem custo ao participante.

  • O Brasil está entre os países que já enviaram delegados
  • Quem seleciona é a Embaixada dos EUA no seu país, e cada país tem seu processo
  • 16, 17 ou 18 anos na data de corte e inglês falado com fluidez
  • Entrada pelo visto J-1, e a Embaixada ajuda com ele se você for selecionado
Como funciona

A lista de países de cada ciclo é definida pelo Departamento de Estado e anunciada a cada ano. Não peça o visto por conta própria antes do resultado.

Pesquisa · 6 semanas

RSI, no MIT

Gratuito para o participante e reunindo 100 alunos por verão, é o mais reconhecido da lista. Mas para internacional a porta depende de o seu país ter processo próprio, e o CEE não publica a lista de países participantes.

  • Só quem está no penúltimo ano
  • Último ano não pode, sem exceção
O que fazer

Escreva ao CEE perguntando se o Brasil participa, antes de investir na candidatura.

Tecnologia · 23 dias

TechGirls

Iniciativa do Departamento de Estado dos Estados Unidos para jovens mulheres de 15 a 17 anos, com tech camp numa universidade, acompanhamento profissional e imersão cultural. O Brasil está na lista oficial de países elegíveis, na região do Hemisfério Ocidental.

  • Cobre a experiência nos Estados Unidos
  • Voltado a meninas de 15 a 17 anos
Atenção

Em agosto de 2026, com a janela do ciclo já encerrada, a página de candidatura estava fora do ar. Confirme a abertura do próximo ciclo antes de organizar a sua candidatura em torno dele.

A EQUIVALÊNCIA DE SÉRIES QUE FAZ BRASILEIRO PERDER PROGRAMA

Quase todo programa americano define a elegibilidade pelo grade, e a tradução errada elimina candidato todo ano. A regra é simples: o 9th grade equivale ao 9º ano do fundamental, e a partir daí 10th grade é o 1º ano do ensino médio (sophomore), 11th é o 2º ano (junior) e 12th é o 3º ano (senior). Então quando um programa diz rising senior ou current junior, ele quer quem está no 2º ano aqui. E preste atenção às regras que mudam para internacional: no TASS, o americano pode ser sophomore ou junior, mas quem estuda fora dos Estados Unidos precisa ser sophomore, ou seja, 1º ano. Quem descobre isso no 2º ano já perdeu.

Seção 03

Os que excluem, e não avisam na capa

Programas gratuitos, famosos e citados em toda lista brasileira, que o brasileiro no Brasil não pode fazer.

Nenhum desses programas está enganando ninguém: todos publicam a regra. O problema é que a regra fica em uma linha, no meio da página de elegibilidade, enquanto o nome do programa circula em vídeo, post e lista de oportunidade sem nenhuma ressalva.

ProgramaO que a página oficial exigeConsequência para você
MITES Summer
MIT
Ser cidadão americano ou residente permanenteBrasileiro que estuda no Brasil não pode se candidatar
SIMR
Stanford
Morar nos EUA e estudar em escola nos EUA e ser cidadão ou residente permanente, sem exceçãoNem quem tem cidadania mas mora aqui se qualifica
Estágio de ensino médio do CERNO site do programa foi arquivado em janeiro de 2026. Ele nunca foi global: era organizado em programas nacionais de países europeusNão existe porta aberta para o ensino médio brasileiro hoje
O CASO DO CERN, PORQUE ELE VAI CONFUNDIR MUITA GENTE

O Brasil é Estado Membro Associado do CERN desde março de 2024, o primeiro país das Américas, e isso é verdade e é ótimo. Só que a porta que se abriu é a da graduação e da pós, através do Summer Student Programme e dos programas para estudantes universitários. O programa de estágio para ensino médio era outra coisa: funcionava por comitês nacionais, no idioma de cada país, e a lista era europeia. Hoje o portal do CERN oferece apenas job shadowing para secundarista, com duas condições que eliminam quase todo brasileiro: o estágio precisa ser obrigatório no currículo da escola e a escola precisa assinar o acordo com o CERN. O próprio CERN, na página oficial, recomenda procurar institutos de pesquisa e universidades locais. Se você quer o CERN, o caminho existe: ele começa na graduação, e está no nosso Guia de Escola de verão.

O padrão, e ele já apareceu seis vezes no nosso acervo

Programa que circula em lista brasileira de oportunidade gratuita e exclui o brasileiro por um critério que ninguém lê: PAEC OEA-GCUB, que traz estrangeiro para o Brasil; Kennedy-Lugar YES, cuja lista de países não inclui o Brasil; DAAD RISE, que exige matrícula em universidade da América do Norte, do Reino Unido ou da Irlanda; a cota de viagem da EMBO, restrita a quatro países; e agora MITES e SIMR. Antes de sonhar, procure na página as palavras eligibility, citizens, permanent residents e participating countries.

Seção 04

Quem ensina você a escolher está vendendo alguma coisa?

Um cuidado de leitura que vale para este guia também, e que você deveria aplicar a ele.

Lemos dois vídeos populares sobre programas de verão internacionais, do mesmo canal, um de 2023 e outro de abril de 2026. Os dois fazem uma análise honesta e útil dos programas pagos. E os dois terminam vendendo o mesmo produto da própria criadora, um programa pago de pesquisa online.

O de 2026 é o mais engenhoso: ele lista com precisão as desvantagens dos recursos gratuitos, que são reais (não há mentoria, não há estrutura, não há validação nem certificado), e usa exatamente essa lista para apresentar o produto próprio como o meio termo entre o gratuito e o programa de dez mil dólares. Nada disso é ilegal nem imoral. É publicidade, e publicidade é legítima. O problema é o aluno ler aquilo como conselho neutro.

TRÊS TESTES ANTES DE ACEITAR UMA RECOMENDAÇÃO DE PROGRAMA

1. Chegue até o fim. Se aparece um link de inscrição de um programa do próprio autor, releia tudo sabendo disso. 2. Veja se ele cita elegibilidade. Quem realmente estudou o programa fala de quem pode e quem não pode entrar. Quem só está listando nome fala só de prestígio. 3. Veja se ele cita número com fonte. Custo, prazo e taxa de seleção com a página oficial atrás é trabalho; adjetivo superlativo é marketing.

E vale para nós também

A Iuvenis vende mentoria, e você deveria ler este guia com essa informação na mão. Nossa defesa é a mesma que pedimos dos outros: todo número aqui tem uma fonte oficial atrás, e quando a fonte não confirma, nós escrevemos que não confirma. Se encontrar um dado sem essa cobertura, ou desatualizado, escreva para a gente que corrigimos.

Seção 05

A conta escondida da candidatura

Programa de graça pode custar caro antes mesmo do resultado sair.

Muita gente descobre tarde que a candidatura tem custo próprio, independente da bolsa. As taxas de inscrição de programas de verão giram entre US$ 50 e US$ 100 cada. Quem se candidata a quatro programas gasta de US$ 300 a US$ 400 antes de saber se entrou em algum.

01
Taxa de candidatura

Procure a palavra fee waiver na página. A maioria dos programas sérios tem isenção por necessidade, e muitos nem exigem comprovação pesada. É a economia mais fácil de conseguir e a que menos gente pede.

02
Taxa do pedido de bolsa

Alguns cobram à parte para analisar o auxílio financeiro. O SUMaC de Stanford, por exemplo, cobra US$ 60 pelo pedido, com isenção possível. Some isso ao planejamento.

03
Tradução de documentos

Histórico escolar e documentos financeiros costumam precisar estar em inglês. Nem sempre exigem tradução juramentada, e essa pergunta feita por e-mail pode economizar algumas centenas de reais.

04
Visto e passagem

Mesmo com bolsa integral, a passagem e as taxas consulares podem não estar cobertas. Confira se o programa dá auxílio de viagem e peça no mesmo formulário da bolsa.

05
O custo invisível: tempo

Cada candidatura séria consome semanas de redação e a paciência de dois professores. Escolha três ou quatro programas com afinco em vez de dez às pressas.

A pergunta de uma linha que resolve quase tudo

Mande um e-mail ao programa perguntando: Do you offer application fee waivers, and does your financial aid cover international travel? Duas informações que mudam a conta inteira, numa frase só, e a resposta costuma vir em dois dias.

Seção 06

O que dá para fazer sem sair do Brasil

Caminhos nacionais, gratuitos, com bolsa, e que constroem exatamente o que o comitê estrangeiro procura.

Se a conta internacional não fecha este ano, isto aqui não é o prêmio de consolação. É frequentemente o caminho mais forte, porque dura mais de duas semanas e produz continuidade, que é a coisa mais difícil de simular numa candidatura.

Matemática

PIC da OBMEP

O Programa de Iniciação Científica Jr. é oferecido a alunos premiados na OBMEP, na modalidade presencial ou virtual conforme a região. O CNPq concede incentivo financeiro mensal, mas apenas a quem estiver matriculado em escola pública da educação básica durante o programa.

Prazo

Na edição 2026, a confirmação de inscrição ia até 23 de fevereiro.

Saúde e ciência

PROVOC, da Fiocruz

Criado em 1986 na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio. Tem a etapa Iniciação, de 12 meses, e a Avançado, de 22 meses, em que o aluno desenvolve um projeto de pesquisa do início ao fim. A inscrição é feita pelas instituições conveniadas.

Calendário

Seleção de março a junho, atividades começando em agosto. Bolsa PIBIC-EM para escola pública federal e estadual.

Qualquer área

Iniciação científica júnior

Universidades federais e estaduais recebem alunos de ensino médio em laboratórios, muitas vezes com bolsa. O caminho é procurar o departamento da sua área na universidade mais próxima e escrever para um professor com uma pergunta específica.

Valores

Pela tabela oficial do CNPq, a Iniciação Científica Júnior paga R$ 300 por mês e a Iniciação Científica paga R$ 700.

POR QUE UM ANO DE LABORATÓRIO NO BRASIL PESA MAIS QUE DUAS SEMANAS FORA

Porque o comitê lá fora não avalia o endereço, avalia a trajetória. Um aluno que passou doze meses num projeto, aprendeu o método, errou, refez e apresentou o resultado tem uma história que nenhuma imersão de duas semanas produz. E tem algo que vale ouro numa candidatura internacional: um professor orientador que pode escrever uma carta de recomendação específica, com exemplos, em vez de um formulário genérico. Se você conseguir os dois, o programa lá fora e o projeto aqui, melhor ainda: o projeto brasileiro costuma ser justamente o que faz a sua candidatura ao programa internacional se destacar.

Seção 07

O calendário de quem quer bolsa

Os prazos de bolsa fecham antes dos prazos de candidatura, e é aí que a maioria perde o ano.

O verão do hemisfério norte é de junho a agosto, e as candidaturas com bolsa fecham entre dezembro e março do ano anterior. Repare nas datas verificadas: TASS em 3 de dezembro, Notre Dame em 21 de janeiro, SUMaC em 9 de fevereiro, Mathcamp em 23 de fevereiro, PIC da OBMEP em 23 de fevereiro, Ross em 8 de março.

Ago a out
Onde você está agora
Mapear
Monte a lista com custo, degrau de bolsa e prazo de cada programa
Cortar
Elimine os que exigem cidadania. Não gaste redação com eles
Preparar
Peça o histórico em inglês e converse com dois professores
Nov a fev
A janela que decide
Escrever
As redações. É o item que consome mais tempo e o que mais diferencia
Pedir
Isenção de taxa, no mesmo momento da candidatura
Documentar
Documentação financeira traduzida, porque auxílio costuma ser por ordem de chegada
Mar a mai
Resultado e logística
Responder
O prazo de aceite é curto, às vezes de poucos dias
Visto
Agende o consulado no dia em que receber a carta
Confirmar
Cheque o que a bolsa cobre de verdade, item por item, por escrito
A regra que salva o ano seguinte

Se você está lendo isto e os prazos deste ciclo já passaram, não force uma candidatura correndo. Programa que ainda aceita inscrição em maio quase sempre é o que aceita todo mundo, e portanto não é o que este guia está descrevendo. Use os meses restantes para construir o projeto no Brasil que vai deixar a sua candidatura do ano que vem inteiramente diferente.

Seção 08

Como fazer uma candidatura que ganha bolsa

O que separa a candidatura que é aceita da que é aceita e financiada.

Nos programas need-blind, as duas decisões são separadas e a segunda é quase automática depois da primeira. Nos outros, elas conversam, e é por isso que a documentação financeira precisa ser tão caprichada quanto a redação.

1
A REDAÇÃO
Escreva sobre o que você fez

Não sobre o quanto ama a área. Um problema concreto que você tentou resolver, o que deu errado e o que quer entender melhor vale mais que qualquer declaração de paixão.

2
AS CARTAS
Dê munição ao professor

Peça com quatro semanas e entregue um resumo do que você fez na disciplina, com exemplos e datas. Carta genérica não distingue ninguém, e o professor brasileiro raramente sabe o padrão esperado lá fora.

3
O DINHEIRO
Peça no primeiro prazo

Auxílio costuma ser por ordem de chegada e acaba. Traduza tudo para o inglês, inclusive o imposto de renda dos pais, e não deixe campo em branco.

4
A VIAGEM
Pergunte antes, não depois

Bolsa integral quase nunca inclui passagem, e quando inclui é preciso marcar uma caixa específica no formulário. Pergunte por e-mail e marque a caixa.

O erro que mais custa bolsa

Preencher o pedido de auxílio pela metade, com medo de parecer necessitado. Nos programas deste guia, a necessidade financeira não conta contra você, e vários dizem isso por escrito na própria página. O que conta contra é o formulário incompleto, que costuma ser descartado sem análise.

Seção 09

Perguntas frequentes

As dúvidas que mais aparecem, respondidas com o que está publicado nas fontes oficiais.

Existe. O Canada/USA Mathcamp declara que atende 100% da necessidade financeira demonstrada, inclusive de estudantes internacionais, com bolsa integral e ajuda de passagem para quem não pode pagar transporte. O TASS, do Telluride Association, cobre taxa, livros, moradia, alimentação e excursões de todo estudante admitido, ajuda com viagem e ainda repõe o ganho de quem precisaria trabalhar no verão. Os dois aceitam candidatura de quem mora fora dos Estados Unidos.

Aceitar significa apenas que você pode se candidatar, e pode ser que precise pagar tudo. Financiar significa que existe auxílio e ele alcança quem mora fora. Need-blind significa que a sua candidatura é lida sem que ninguém saiba se você pediu dinheiro, e a bolsa é decidida só depois da aprovação. O terceiro degrau é o que realmente iguala o jogo, e é o mais raro. Quando o programa não diz em qual degrau está, assuma o primeiro.

Não, se você mora e estuda no Brasil. O MITES Summer exige ser cidadão americano ou residente permanente. O SIMR é ainda mais restrito: exige morar nos Estados Unidos, estudar em escola americana e ser cidadão ou residente permanente, e a página diz que os três requisitos valem sem exceção. Os dois são gratuitos e excelentes, e por isso aparecem em toda lista brasileira de oportunidade, o que confunde muita gente.

Não, e essa confusão vai circular muito. O Brasil é Estado Membro Associado do CERN desde março de 2024, mas a porta que se abriu é a da graduação e da pós, pelo Summer Student Programme. O programa de estágio para ensino médio funcionava por comitês nacionais de países europeus, e o site dele foi arquivado em janeiro de 2026. O que existe hoje é job shadowing para secundarista, com duas exigências que eliminam quase todo brasileiro: o estágio precisa ser obrigatório no currículo da sua escola e a escola precisa assinar o acordo com o CERN.

A elegibilidade sim: o TechGirls é uma iniciativa do Departamento de Estado dos Estados Unidos para jovens mulheres de 15 a 17 anos, e o Brasil está na lista oficial de países, na região do Hemisfério Ocidental. A ressalva é de calendário: em agosto de 2026 a página de candidatura estava fora do ar e o texto institucional do programa falava no passado. Confirme se o ciclo está aberto antes de organizar a sua candidatura em torno dele.

Nem sempre, e isso surpreende bastante gente. O Mathcamp, por exemplo, não exige teste de proficiência: pede apenas que você esteja confortável para estudar matemática e conviver socialmente em inglês. Outros programas pedem alguma comprovação. Confira programa por programa antes de gastar com prova, porque a taxa do teste costuma ser maior que a taxa de candidatura.

Entre US$ 50 e US$ 100 por programa, o que dá de US$ 300 a US$ 400 para quem tenta quatro. Alguns cobram à parte pelo pedido de bolsa, como o SUMaC de Stanford, que cobra US$ 60. Quase todos os programas sérios têm isenção por necessidade, chamada de fee waiver, e é a economia mais fácil de conseguir e a que menos gente pede.

Você tem caminhos aqui que pesam mais do que a maioria das imersões curtas. O PIC da OBMEP dá iniciação científica a alunos premiados, com incentivo do CNPq para estudante de escola pública. O PROVOC da Fiocruz tem uma etapa de 12 meses e outra de 22, com bolsa PIBIC-EM para escola pública federal e estadual. E universidades federais e estaduais recebem alunos de ensino médio em laboratório, muitas vezes com bolsa de iniciação científica júnior. Um ano de projeto real produz continuidade e uma carta de recomendação específica, e é isso que o comitê procura.

Seção 10

Checklist

A coluna da esquerda é a que evita meses de trabalho jogados fora.

ANTES DE ESCREVER QUALQUER REDAÇÃO
NA CANDIDATURA
Se você levar uma coisa só deste guia

Que seja esta: a pergunta certa não é quanto custa, é quem paga. Programa que cobra seleciona quem pode pagar. Programa que paga seleciona quem ele quer ver crescer. Você quer estar na segunda lista, e ela é bem menor, bem mais disputada e bem mais valiosa. E, se este ano ela não abrir para você, o laboratório da universidade mais próxima abre o ano inteiro.

Programa que cobra escolhe quem pode pagar. Programa que paga escolhe quem quer ver crescer.

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© 2026 Iuvenis · Guia de Summer Program com Bolsa · Conteúdo educacional. Atualizado em agosto de 2026.